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nova atitude

Há que assumir uma Nova Atitude enquanto cidadãos e lutar pelo alargamento do nosso espaço de participação nas decisões, na construção do nosso futuro e dos nossos descendentes.

sexta-feira, agosto 26, 2005

CV resumido

A pedido de «várias famílias» cá vai - na terceira pessoa como é hábito :-) :
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Nasceu em Santo Tirso a 17 de Novembro de 1967. Concluiu na Universidade de Aveiro a licenciatura em 1990 com um "Sistema de comunicação óptica coerente com detecção heterodina". Foi presidente da Associação Académica (U.A.) e bolseiro "Erasmus" no Instituto Astrofísico de Liége IAL-SPACE. Defendeu tese de Doutoramento em 1995 sobre o tema "Sistemas de comunicação com amplificação óptica". Participou nos programas JEEP e IMPACT. É desde Abril de 1997 professor auxiliar do Departamento de Electrónica Industrial da Universidade do Minho, regendo disciplinas das áreas de Electrónica e Telecomunicações à licenciatura e ao mestrado em Electrónica Industrial. Até 1999 foi director do curso de Engenharia Electrónica Industrial da Universidade do Minho. Desde então vem conciliando a actividade docente com a dinamização de uma empresa de base tecnológica criada com alunos para produzir uma solução de vigilância electrónica da floresta.
(dobra)Envolveu-se em diversos projectos nacionais e internacionais, nomeadamente no quadro de programas de I&D tecnológico da Comissão Europeia. Destacam-se os projectos TRAVEL – transmissão e amplificação óptica em comunicações ópticas digitais de elevado débito, UPGRADE - transmissão de solitões na segunda janela óptica em fibras mono-modo e o projecto nacional PERSCRUTA, no âmbito do qual foi desenvolvido um sistema de vigilância e prevenção electrónica de incêndios na floresta.
Colaborou como consultor técnico de empresas como a Marconi (P), Telefónica I+D (Espanha), Lucent Technologies (ex-Bell Labs E.U.A.), Alcatel, Philips Optoelectronics, Standard Electric Lorentz (Alemanha) e ESA - Agência Espacial Europeia. Autor e co-autor de mais de 20 publicações técnicas internacionais, revisor de artigos técnicos nacionais e internacionais e participante em júris de provas académicas (mestrado/doutoramento) na àrea das telecomunicações. Proferiu diversas palestras e conferências sobre a relação universidade – sociedade, sociedade do conhecimento, empreendedorismo de base tecnológica, responsabilidade social da universidade e cidadania. Escreve artigos na imprensa regional, compilados em 2005 no livro “Espírito de Guimarães” (Ed. Cidade Berço). Foi o mentor do 1º Concurso Nacional de Inventos & Protótipos, InventUminho, acção visando juntar a Universidade, os inventores, o Estado e o mercado. Tem duas patentes: um sistema de vigilância florestal electrónica e um dispositivo para apoio à busca de vítimas incompreensivelmente rejeitado pelas autoridades aquando da tragédia de Entre-os-Rios.
Irmão da Santa Casa da Misericordia, membro activo de grupos de acção social/assistencial e campanhas pró-Vida, actual presidente do ramo português da Oasis Open City Foundation, membro consultivo do Conselho Económico e Social das Nações Unidas (ECOSOC), desenvolve acção em torno do tema Agenda21Local e de cooperação internacional, especialmente com África e América Latina. No campo cultural, tem um interesse eclético por livros, teatro, música, pintura, etc. Toca guitarra portuguesa num grupo de fado e compõe.
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Documentos de proposta de candidatura



Por sugestão de diversas pessoas, eis que se afixam os documentos de proposta de candidatura, os quais podem ser descarregados, preenchidos e devolvidos por correio para: Candidatura Luis Botelho Ribeiro, R. Dr. José Correia – nº 83, 4580-128 PAREDES

Para viabilização da candidatura são exigidas 7500 propostas (compostas pelos documentos A e B) mas, visto que o Tribunal Constitucional sempre elimina algumas por erros de preenchimento etc., mais vale apontar-se para o número de 8000. O documento B só vale depois de confirmado na Junta de Freguesia de recenseamento do cidadão (ou no Consulado ou Embaixada de Portugal, no caso de cidadãos emigrados). Para minimizar o incómodo, pode uma pessoa reunir e levar simultaneamente à Junta ou Consulado as certidões (B) de vários cidadãos da sua área.

sexta-feira, agosto 19, 2005

Metodologia de elaboração do programa

O meu desafio é que produzamos de forma participativa o próprio documento que traduzirá a nossa reflexão sobre os diversos temas tratados. E para isso proponho uma metodologia muito simples. Convido cada um a animar o seu próprio fórum de debate cujas conclusões sintetisará e me enviará por email ou para este blogue. Cada síntese pessoal não deverá em princípio ultrapassar o espaço de uma página A4. Deveremos também compilar todas as contribuições num outro documento, o qual reunirá tudo o que foi escrito por todos sem filtragem alguma. Tomemos como referência geral o prazo de 15 dias para cada iteração de discussão, reflexão e síntese via email para se poder ir editando e publicando o documento à medida que é escrito. Se alguns ou todos os participantes dos vossos forums criarem também os seus foruns de debate, teremos um “Forum de Foruns”, uma espécie de pirâmide participativa envolvendo um grande número de cidadãos, enriquecendo o processo com contributos e perspectivas mais diversificadas, e facilitando também o atingir do objectivo das 8000 assinaturas necessárias à formalização da candidatura.

Próximos temas

O próprio processo deve ser conduzido o mais possível segundo as aspirações dos seus participantes. Assim, proponho que cada um apresente os temas que considere mais importantes para próxima discussão.

Declaração de Missão - «Portugal 2050»

Proponho um exercício inicial de elaboração de uma espécie de "Mission Statement", como fazem muitas empresas, tendo como horizonte um prazo de 50 anos. Onde queremos estar, como gostariamos de nos posicionar diante do mundo daqui a 50 anos?

Título da campanha / movimento

"uma nova atitude" parece mais um subtítulo de um título breve e forte com que nos identifiquemos. Ao percorrer o país, surgiram algumas ideias mas pode haver ainda outras. "Acorda Portugal", "Portugal 2050", "Portugal Novo", são algumas dessas propostas. Apliquemos o processo participativo ao titulo, recolhendo as propostas de todos nesta primeira fase e procedendo a uma votação entre todos logo a seguir.

UMA CAUSA NACIONAL - ponto 12

Pela inviolabilidade da Vida Humana desde a concepção até à morte natural.

UMA CAUSA NACIONAL - ponto 11

Por uma cultura de qualidade e recíproca exigência entre o cidadão e a administração, contra a “ideologia facilitista”;

UMA CAUSA NACIONAL - ponto 10

Pelo aprofundamento do princípio do “deferimento tácito” como mecanismo de responsabilização dos agentes da administração pública perante os cidadãos e as empresas;

UMA CAUSA NACIONAL - ponto 9

Por uma justiça mais expedita assente numa legislação mais objectiva, realista, clara, responsabilizante e menos “garantista”;

UMA CAUSA NACIONAL - ponto 8

Por uma aposta na Inovação traduzida numa nova atitude do Estado Português / empresas-tractor centrada na incorporação de novas soluções, em vez do subsídio a fundo-perdido à investigação sem sequência após a fase de Investigação&Desenvolvimento;

UMA CAUSA NACIONAL - ponto 7

Por uma solução condigna e justa para a “Questão de Olivença”;

UMA CAUSA NACIONAL - ponto 6

Pela descentralização da administração, da expressão mediática e do pensamento; pela tomada de decisão participada pelos cidadãos segundo os princípios da Agenda 21;

UMA CAUSA NACIONAL - ponto 5

Pela aposta num sistema de educação de qualidade, com a gratuidade a depender do esforço e dos resultados e a responsabilidade como princípio geral para todos; contra as ilusões e tentações do facilitismo na educação;

UMA CAUSA NACIONAL - ponto 4

Pela inscrição da cruz das caravelas na Bandeira Nacional – assumindo o símbolo com que nos apresentámos a novos mares e continentes, o primeiro sinal visível de terra quando chegávamos em caravelas e ao qual ainda hoje nos associam os povos de África e do Brasil, da mesma forma que nos associam a valores civilizacionais de respeito pela Vida e Dignidade Humanas, pela Justiça, Solidariedade, respeito pelo ambiente e Informalidade;

UMA CAUSA NACIONAL - ponto 3

Pela Língua e Cultura Portuguesas; promoção da ideia da eleição por sufrágio universal do Provedor da Comunidade de Povos de Língua Portuguesa;

UMA CAUSA NACIONAL - ponto 2

Pela reforma profunda do sistema político português, acabando com o monopólio dos partidos no acesso ao processo legislativo (a abrir a ONGs e personalidades independentes); e pela exigência legal de separação completa entre a vida política pública e a participação em grupos ou lobbies corporativos, sejam eles o lobby do futebol, os lobbies mediáticos e económicos ou outros - garantia a estabelecer através de uma mais ampla Lei das Incompatibilidades; por um sistema que garanta o pleno exercício da cidadania aos emigrantes portugueses;

UMA NOVA ATITUDE

É imperioso mudar a nossa atitude enquanto cidadãos e lutar pelo alargamento do nosso espaço de participação nas decisões a tomar quanto ao nosso futuro. É muito importante tornar essa participação efectiva! É essencial começar a mudar a nossa atitude já, em vez de esperar eternamente por uma mudança no comportamento deles, dos políticos profissionais, pela mudança das Leis ou a Revisão da Constituição.

Que cada um se disponha a aprender sempre mais, a melhorar cada dia nalgum aspecto aquilo que faz em casa, no trabalho, na sociedade. Que Portugal e o mundo nos apareçam todos os dias como uma imensa “escola a céu aberto” em que todos são a um tempo professores e alunos de todos – em que cada qual faz o seu “trabalho de casa”. Que, durante um ano, façamos a experiência de “anestesiar” essa hiper-activa “glândula do Restelo”, do pessimismo, desmotivação e resistência à mudança – e sentiremos talvez diferença. Que, durante um ano, os portugueses usem da sabedoria de uma cultura cívica com 800 anos, mas actuem com a flexibilidade mental e frescura emocional de um povo com 8 anos, acabadinho de derrubar uma ditadura – a ditadura do “sempre assim foi”, do “não vale a pena” e do “está tudo inventado”, do “fazer como se faz lá fora” e “é assim, é do sistema”, do sistema que não nos livrou de chegarmos ao “estado a que isto chegou”.

Para isso precisamos de um Presidente da República com um sentido da Portugalidade e da Lusofonia, acima e antes do sentido de Estado. Portugal, fruto maior e mais visível do “Espírito de Guimarães”, é uma realidade anterior e superior à do próprio Estado Português. Impõe-se um retorno às origens e ao sentido essencial do Portugal nascido em Guimarães para aí renovar a inspiração e a motivação para prosseguir rumo ao futuro.

É a nossa vez de existir, de mudar o curso da história se for preciso. E mudar é preciso! Hoje, quando tantos portugueses voltam a emigrar em massa, revela-se com toda a crueza a mesma incapacidade da liderança do nosso país para realizar as aspirações dos portugueses que muitos supunham já ultrapassada. O país naufraga num mar de chamas, ano após ano. O sistema partidário vigente mostra-se incapaz de mobilizar a sociedade para travar os lobbies da “indústria do fogo”. Há todo um Portugal que de certo modo se afundou no rio Douro numa noite de Março de 2001. E se nos dispomos a resgatá-lo, há sempre uma “autoridade” a mandar-nos para trás com o subtil chicote duma força invisível, esvaziada de toda a força moral.
Humberto Delgado foi há cinquenta anos e o vinte e cinco de Abril há trinta. Queremos passar discretamente pela vida, humilhados pela desvergonha de imunidades absurdas, gordas reformas precoces e amplas mordomias dos políticos de carreira vitalícia e vasta clientela; vexados pela ineficácia de todos os esquemas anti-corrupção montados por eles próprios? Ou queremos, acima de tudo, “não deixar passar a nossa vez”?

Recuperar a dignidade, retomar o destino nas nossas mãos, ousar, sonhar e pensar impõe-se. Seguir a consciência, contribuir para as decisões, despoluir o debate e - finalmente - remarmos todos no mesmo sentido, no sentido da melhoria da nossa situação colectiva, para uma transformação visível da nossa realidade no prazo de tempo que nos é dado viver. Para deixar aos nossos filhos uma realidade melhor do que aquela que encontrámos e com a qual não nos conformámos, vale a pena lutar!

Luís Botelho Ribeiro